Fazendo-se pintor, o meu olhar, na tela Do coração,copiou a tua formosura.
O meu corpo emoldura o quadro, que revelaO mais alto lavor no campo da pintura.
Através do pintor,verás o fino instinto
Com que aí se dispôs o teu fiel retrato, e a graça
Que pendente e em silêncio, ele imprime ao recinto
De janelas que têm teu olhar por vidraça.
Vê, no entanto, que jogo há entre nossos olhares:O meu pintou-te a forma e, pelo teu, meu peito Se enche da luz do Sol, que, só por aí estares,Vem deleitar-se e ver-te o o encantador aspeito.
Mas o pintor, a quem falece inda o condão
De o incógnito pintar, não fez teu coração.
William Shakespeare
sábado, agosto 15, 2009
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